25 Anos depois: O fracasso surreal que tentou misturar "Os Três Mosqueteiros" com artes marciais
O início dos anos 2000 foi uma época de grandes experimentos em Hollywood. Após o sucesso estrondoso de filmes como Matrix (1999) e O Tigre e o Dragão (2000), os estúdios ficaram obcecados em colocar lutas com cabos de aço e coreografias de artes marciais em praticamente qualquer gênero cinematográfico.
Essa febre resultou em um dos desastres mais bizarros e esquecíveis do cinema de aventura: o filme O Mosqueteiro (The Musketeer), lançado em 2001 e que completa 25 anos.
Confira as curiosidades sobre esse fracasso que tentou redefinir a obra clássica de Alexandre Dumas:
A ideia surreal: D'Artagnan num filme de Kung Fu
A premissa da produção dirigida por Peter Hyams parecia uma piada de bastidores, mas foi levada 100% a sério pelos produtores: e se a história clássica dos Três Mosqueteiros na França do século XVII fosse recontada com coreografias de esgrima misturadas com artes marciais chinesas?
Para realizar essa proeza, o estúdio contratou ninguém menos que Xin-Xin Xiong, lendário coreógrafo de dublês de Hong Kong.
O resultado nas telas foi uma mistura bizarra:
- D'Artagnan (interpretado por Justin Chambers) fazendo piruetas no ar presas por cabos invisíveis.
- Duetos de espada enquanto os personagens se equilibravam em cima de barris rolando ou pendurados em lustres.
- Cenas de ação que pareciam desajustadas com os figurinos de época e o tom sério do roteiro.
Elenco de peso no meio do desastre
Apesar da recepção desastrosa, o filme contava com nomes bastante conhecidos do público moderno no seu elenco:
- Justin Chambers: Muito antes de alcançar a fama mundial como o Dr. Alex Karev na série Grey's Anatomy, ele deu vida ao jovem D'Artagnan.
- Tim Roth: O aclamado ator interpretou o vilão principal, Febre, entregando uma atuação exagerada no estilo "vilão de desenho animado".
- Catherine Deneuve: Uma das maiores lendas do cinema francês aceitou o papel da Rainha da França em uma das escolhas de elenco mais inusitadas de sua carreira.
O fracasso de crítica e público
A recepção de O Mosqueteiro foi implacável. Os críticos detonaram a colagem desconexa de gêneros, o roteiro fraco e os efeitos visuais de qualidade duvidosa.
Com um orçamento estimado em mais de US$ 40 milhões, o longa mal conseguiu recuperar seu custo de produção nas bilheterias mundiais, caindo rapidamente no esquecimento do público e tornando-se uma cápsula do tempo fascinante das decisões mais estranhas de Hollywood no início dos anos 2000.
